Emprego do óleos essenciais Meios de atuação
A aromaterapia pode ser dividida em três grandes ramos :
- Fisiológica - Acontece pelas propriedades químicas dos óleos essenciais que permitem a muitos carregarem consigo propriedades antibióticas, antiinflamatórias, anti-fúngicas, analgésicas, sedativas, etc. Normalmente é feito o uso dos óleos para tratar destes problemas através de massagens, banhos, compressas, inalação, sua ingestão e pelo uso de produtos que os contenha.
- Psicológica - Ação exercida sobre a mente e emoções humanas a partir de sensações que são estimuladas pelos característicos aromas de cada óleo. Todas as formas de uso desencadeiam estas reações por acabarmos tendo contato com seus cheiros, porém a inalação, o uso como perfume e a oligoaromaterapia exercem uma ação mais direta neste sentido.
- Energética - O efeito sobre a energia do nosso corpo e sua frequência que acaba se alterando pela memória energética trazida pelo óleo da planta. Isso acaba afetando-nos mental, física e emocionalmente.
De certa forma acabamos por lidar com as três formas pois uma maneira de atuação acaba por interferir na outra. O efeito psicológico do óleo essencial sobre a mente é marcante, causando liberações a nível emocional de traumas, somatizações, etc, assim como tratando uma série de desordens de personalidade como raiva, medos, apegos, fobias, etc. O tratamento fisiológico pode dar respostas rápidas, como acontece às vezes com casos de infecções e processos inflamatórios. O efeito energético é muito semelhante à ação psicoterápica, porém têm marcante repercussão fisiológica.

Formas de usoInalação
A inalação pode ser considerada a forma mais segura para o emprego da aromaterapia pois a quantidade de óleo absorvida é bem pequena o que leva a serem bem menores os riscos de intoxicação. Pela experiência, podemos afirmar que muitos óleos exigem uma parcela bem pequena para que possam agir no tratamento, porém há exceções principalmente em doenças crônicas e/ou agudas.
A forma mais eficaz de inalação é aquela feita com o uso de uma panela com água recém-fervida onde adiciona-se um pouco de óleo essencial (3 a 5 gotas), e debruçando-se sobre a panela, cobre-se a cabeça com uma toalha para aumentar ainda mais a quantidade de óleo absorvido na inspiração. A outra maneira menos eficaz seria pelo uso de um aromatizador de ambiente à vela ou à lâmpada. A quantidade de óleo absorvida no último caso é bem menor, mas é mais fácil de uso e para o tratamento psicológico basta. No caso do tratamento fisiológico não é tão eficaz mas em muitos casos auxilia em muito. No aromatizador de ambiente ou o vaporizador colocamos de 6 a 15 gotas de óleo com um pouco de água. Para um quarto pequeno bastam-se as 6 gotas e ambiente maiores aumentamos a dosagem.
Massagem
A massagem oferece uma forma de aplicar os óleos essenciais de maneira também segura, porém a quantidade de produto aplicado e absorvido é bem menor, fazendo com que determinados tipos de tratamentos não sejam de todo eficazes. Um dos problemas com a massagem está justamente no fator absorção do óleo essencial. Certos compostos encontrados nos óleos possuem uma lenta penetração pela pele, por possuírem uma densidade e peso molecular maior e isso faz com que os óleos essenciais que possuam estes compostos sejam quase que totalmente ineficazes dentro do tratamento pela massagem. Entre tais óleos podemos citar alguns tipos de cedro, o pachouli, o vetiver, entre outros.
O nível de absorção de um óleo pela pele sofre interferência da temperatura da pele e sua influência sobre a dilatação dos seus poros, também de qual veículo é empregado em conjunto para ser aplicado sobre ela, alguns como o álcool, aceleram o processo de absorção do óleo, enquanto outros como o óleo de oliva diminuem, isso por ser muito denso. Os compostos presentes no óleo podem interferir em seu índice de absorção, por exemplo citamos os compostos estimulantes da circulação como a cânfora que fazem com que os outros compostos aplicados em conjunto sofram uma absorção mais rápida.
Se quiser saber mais sobre óleos carreadores visite nossa sessão a respeito. Na sessão sobre massagem você encontrará dicas de massagem aromaterápica.
Uso oral
O uso oral é o de mais rápida eficácia, porém pode oferecer maiores riscos de intoxicação. Recomendamos que seu uso seja feito somente por recomendação de um aromaterapeuta qualificado e que tenha noções de toxicologia de óleos essenciais.
Certos óleos com baixas dosagens (2 conta-gotas) podem até matar uma criança de 3 anos como o wormseed (erva-de-santa-maria), outros trazer efeitos colaterais menores como secura na boca, dor de cabeça, náuseas e vômitos, entre outros.
Como algumas enzimas, principalmente existentes no fígado ou no estômago interferem no processo de atuação do óleo, o uso interno para certos óleos é contra-indicado. Tais enzimas como o citocromo P450 agem causando um processo oxidativo sobre o composto ativo presente no óleo o que o faz ser reduzido a compostos inativos e às vezes até tóxicos. Para conhecer mais sobre isso visite nossa página sobre toxicologia de óleos essenciais.
Outras formas de uso
Na França é estudado dentro do meio médico o uso de tratamento por supositório (anal e vaginal) ou injeção intravenosa de óleos essenciais diluídos. Porém tais métodos de uso são pouco comuns em outros países por poderem ser substituídos por outras formas de uso.
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